INEM acumula dívida de 20 milhões de euros aos bombeiros
O Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) pagou ontem cerca de 10 milhões de euros às associações de bombeiros, referentes aos serviços de pré-hospitalar prestados em dezembro de 2025. Apesar deste pagamento, o instituto ainda acumula uma dívida de aproximadamente 20 milhões de euros, correspondentes aos meses de janeiro e fevereiro deste ano.
Os atrasos têm gerado sérios problemas financeiros às associações, que são responsáveis pelo pagamento dos salários dos bombeiros e pela manutenção de viaturas e equipamentos, incluindo combustíveis, mesmo sem receberem a compensação do INEM.
Segundo representantes das corporações, esta situação coloca em risco a capacidade de resposta aos emergências médicas e acidentes, uma vez que muitas associações dependem do reembolso regular para gerir o seu orçamento operacional.
"Estamos a falar de uma pressão financeira enorme sobre associações que prestam um serviço essencial à população. Os bombeiros não podem deixar de estar disponíveis porque o INEM atrasa os pagamentos," alertou a Liga dos Bombeiros Portugueses.
O INEM, por sua vez, tem enfrentado dificuldades orçamentais, mas garante que os pagamentos estão a ser processados de forma faseada. Ainda assim, o atraso de dois meses nos reembolsos preocupa as associações, que alertam para possíveis cortes nos serviços caso a situação não se normalize rapidamente.
Especialistas financeiros sublinham que este tipo de atrasos no pré-hospitalar não afeta apenas a tesouraria das associações, mas também pode ter repercussões na rapidez de intervenção em situações críticas, afetando diretamente a população.
Enquanto isso, os bombeiros continuam a cumprir o serviço, apesar da pressão económica, demonstrando o compromisso com a segurança e a saúde da comunidade.