A Liga dos Bombeiros Portugueses aprovou um manifesto onde alerta para uma situação considerada crítica no setor, defendendo que várias corporações enfrentam dificuldades financeiras capazes de comprometer a capacidade de resposta às populações.

O documento foi aprovado durante uma reunião do Conselho Nacional da organização, realizada na cidade da Guarda, e inclui um pedido de audiências urgentes com o Presidente da República e o primeiro-ministro. O objetivo é expor diretamente aos responsáveis políticos aquilo que os dirigentes classificam como um cenário de possível rutura do sistema.

Segundo a estrutura representativa dos bombeiros, muitas associações encontram-se sob forte pressão económica, enfrentando dificuldades para suportar despesas essenciais ao funcionamento diário, como manutenção de viaturas, combustível e encargos operacionais. A situação poderá afetar o socorro prestado aos cidadãos caso não sejam adotadas medidas rápidas.

Entre as principais reivindicações está a renegociação do acordo existente com o Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM), sobretudo no que diz respeito ao transporte de doentes não urgentes. A Liga considera que os valores atualmente pagos estão desatualizados e já não cobrem os custos reais das operações.

O manifesto inclui ainda apelos ao reforço do apoio ao voluntariado, defendendo a criação de um programa nacional que valorize e sustente o papel dos bombeiros voluntários, considerado essencial para o funcionamento do sistema de proteção e socorro em Portugal.

Os responsáveis indicam que uma nova reunião do Conselho Nacional está marcada para abril, admitindo a possibilidade de avançar com medidas mais firmes caso não haja respostas concretas por parte do Governo até lá.

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